Quinta-feira, 31.01.13

Ultimatos, marcas e deslealdades socialistas

António Costa não recebeu ordem para ter calma. Nada disso. José Sócrates intimou-o a tomar conta do Partido Socialista de assalto, sem rodeios, isto é, sem olhar a meios nem a modos.

O naco de prosa que o Expresso reproduz é elucidativo: “O que resultou da comissão política é um empenho de todos para procurar construir essa unidade (...) Esse esforço clarifica-se rapidamente até porque há calendários que estão a correr: há uma comissão nacional do PS dia 10 de fevereiro. Até lá tem de haver clarificações da possibilidade ou impossibilidade de haver esse etendimento comum", afirmou António Costa em jeito de ultimato, no programa da SIC-Notícias, "Quadratura do Círculo".

Ultimato!

Marcar o dia 10 de Fevereiro como data limite é pedir a António José Seguro que atire a toalha ao chão.

Hilariante, é ler as seguintes declarações de António Costa: «Ouvi e não gostei. É um tipo de linguagem imprópria e que não tem tradição no PS. E digo-lhe mais: não só não tem tradição, como também não tem futuro porque não é essa a marca do PS e não vai ser com certeza", disse; por causa da questão das acusações de «deslealdades».

A desculpa está conseguida para dividir as tropas, as bases, os militantes, e as arregimentar.

Neste andamento da festa, questiono: Seguro tem as bases (o povo) na mão ou não? Ou Costa vai ter o poder de sedução de lhe roubar o povo, as bases?

O 10 de fevereiro, o ultimato, joga-se na contagem de espingardas, nas bases.

 

publicado por José Carlos Silva às 21:44 | link do post | comentar
Terça-feira, 29.01.13

O Partido Socialista parte-se em dois.

Eureka: António Costa vai a jogo

 

A Comunicação Social não sossega e anuncia: António Costa vai a jogo. Isto só quer dizer uma coisa: o duelo entre António José Seguro e António Costa vai-se dar.

O Partido Socialista parte-se em dois.

O Partido Socialista pede a António Costa que se faça ao poder do PS e assim possa disputar as legislativas em 2015 e, porventura, voltar ao poder a nível nacional.

Os socráticos forçam o derrube de António José Seguro, tentando segurar o seu futuro.

José Sócrates, de Paris, garante, no próximo Congresso do PS, de 10 de Fevereiro, a sua candidatura à presidência da república. É o preço que António Costa paga.

O PS no seu melhor.

publicado por José Carlos Silva às 20:17 | link do post | comentar

Desejo de um sorriso

 

Todos os dias adormecia a vida no doce embalo

Da certeza prometida: o sonho não escolheria

Nem minuto, nem hora, nem dia e a manhã

Beijaria o olhar num meigo enfado de felicidade.

 

Todos os dias prometia que nada apagaria

O sorriso da esperança. Todos os dias olhava

O fim da tarde na finitude da esperança,

Triste saudade do olhar do sonho que cansa.

publicado por José Carlos Silva às 19:30 | link do post | comentar
Domingo, 27.01.13

Momento PS

 Assistir ao momento PS, à terrível fragilidade em que se encontra o Partido Socialista, em que os diversos chefes das diversas famílias se sucedem em declarações no espaço mediático, é similar à trágica e cómica vida de um partido que só convive de boa e sã saúde política caso esteja no Poder. 

Assim sendo, o momento PS é triste, pois o Poder necessita de uma Oposição forte e acutilante e o Partido Socialista limita-se a lutas fratricidas, esquecendo o país.

Este PS! 

publicado por José Carlos Silva às 10:41 | link do post | comentar
Sexta-feira, 25.01.13

Os meus pais-que saudade!

publicado por José Carlos Silva às 19:06 | link do post | comentar
Quarta-feira, 23.01.13

Fragilidade

 

 

A tarde morria nos braços num espasmo

Plasmada na árvore despida, sem chapéu,

Sem guarda-chuva solicitando o riso da dor

Que o raio da vida conduzia ao rio do desatino

Do desencontro do olhar cruzado do não

Querer e do não encontrar com o sentir fluído

Do destempo e da ingenuidade aflitiva

Da radiografia da imperecível beleza do olhar

Da noite luarenta oferecida pelo mar.

 

Noite desenhada no brilho rutilante da quietude

Das águas: espelho de amor e desejo perdido

Em ruído trémulo. Súbito momento e doce

Esperança na banalidade incerta da esperança

Do quotidiano e da sua rotina circunstancial.

 

Luar da noite fotografando pontos e intermitências,

Espera de sempre e certeza de nada. Acaso da noite

E um olhar que atravessa a dor, talvez o silêncio ou

O desespero de nunca ser.

publicado por José Carlos Silva às 19:40 | link do post | comentar
Terça-feira, 22.01.13

Terça-feira

Terça-feira. Um dia particularmente curioso. O frio atravessou a alma e a chuva castigou o sonho. Um devaneio constante num cinzentismo mole de desesperante rotina que foi abalando o quotidiano e minando a certeza no futuro. Há dias assim, tudo parece resvalar na indiferença do acaso.

Ironicamente foi um excelente dia de trabalho! Contra senso, ambiguidade ou mera circunstância de um dia terrivelmente frio e de lágrimas abundantes que o céu achou por bem desabar sobre o comum dos mortais.

Cedo. Muito cedo. Logo de manhã, mal o dia raiou, ainda ousou ter esperança de ver o horizonte composto de um manto branco. Puro desejo tornado ilusão, pois o granizo que tombava foi uma breve alegria e as lágrimas voltaram a engrossar o desespero de todas as horas, regressando a soturnidade da manhã e calando a fugaz alegria do sonho.

Depois o dia percorreu-se sem querer saber de mais nada e de mais ninguém, fechando-se na sua dor e entregando-se à noite como se esse ato fosse o caminho para o destino e a única razão para encontrar a saída do labirinto.

E percebeu, por último, que o tempo, só o tempo, vincularia a paixão ao amor de todos os dias.

publicado por José Carlos Silva às 19:04 | link do post | comentar
Segunda-feira, 21.01.13

As crianças não são hiperativas, são mal-educadas

 

 

Henrique Raposo

 

Segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

É uma comédia que se acumula no dia-a-dia. Um sujeito vai ao café ler o jornal, e o café está inundado de crianças que não respeitam nada, nem os pardalitos e os pombos, e os pais "ai, desculpe, ele é hiperactivo", que é como quem diz "repare, ele não é mal-educado, ou seja, eu não falhei e não estou a falhar como pai neste preciso momento porque devia levantar o rabo da cadeira para o meter na ordem, mas a questão é que isto é uma questão médica, técnica, sabe?, uma questão que está acima da minha vontade e da vontade do meu menino, olhe, repare como ele aperta o pescoço àquele pombinho, é mais forte do que ele, está a ver?". E o pior é que a comédia já chegou aos jornais. Parece que entre 2007 e 2011 disparou o consumo de medicamentos para a hiperactividade. Parece que os médicos estão preocupados e os pais apreensivos com o efeito dos remédios na personalidade dos filhos. Quem diria?

 

Como é óbvio, existem crianças realmente hiperactivas (que o Altíssimo dê amor e paciência aos pais), mas não me venham com histórias: este aumento massivo de crianças hiperactivas não resulta de uma epidemia repentina da doença mas da ausência de regras, da incapacidade que milhares e milhares de pais revelam na hora de impor uma educação moral aos filhos. Aliás, isto é o reflexo da sociedade que criámos. Se um pai der uma palmada na mão de um filho num sítio público (digamos, durante uma birra num café ou supermercado), as pessoas à volta olham para o dito pai como se ele fosse um leproso. Neste ambiente, é mais fácil dar umas gotinhas de medicamento do que dar uma palmada, do que fazer cara feia, do que ralhar a sério, do que pôr de castigo. Não se faz nada disto, não se diz não a uma criança, porque, ora essa, é feio, é do antigamente, é inconstitucional.

 

Vivendo neste aquário de rosas e pozinhos da Sininho, as crianças acabam por se transformar em estafermos insuportáveis, em Peter Pan amorais sem respeito por ninguém. Levantam a mão aos avós, mas os pais ficam sentados. E, depois, os pais que recusam educá-los querem que umas gotinhas resolvam a ausência de uma educação moral. Sim, moral. Eu sei que palavra moral deixa logo os pedagogos pós-moderninhos de mãos no ar, ai, ai, que não podemos confrontar as crianças com o mal, mas fiquem lá com as gotinhas que eu fico com o mal.

 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/as-criancas-nao-sao-hiperactivas-sao-mal-educadas=f780888#ixzz2Ie20cSBq

publicado por José Carlos Silva às 21:32 | link do post | comentar

Dia 28 de Janeiro realiza-se uma sessão de perguntas e respostas com LEONEL VIEIRA, candidato à Presidência da Câmara de Lousada. Convidamos todos os membros da nossa comunidade a participarem neste debate entre as 11 e as 12.30h.

Domingo, 20.01.13

Dia cinzento e de chuva

publicado por José Carlos Silva às 11:52 | link do post | comentar

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