Predestinação

 
 

 

 

Há caminhadas curtas. E outras caminhadas compridas. Há caminhadas que se cumprem. E outras que se demoram. Em itinerários infindos e sinuosos. Há destinos desenhados que se alongam por territórios disruptivos e talhados por cruéis mãos de cruéis instintos. Há esperas que nenhumas caminhadas querem calcorrear com receio de nunca atingir o destino que ambicionam.

E há caminhadas que cessam perante rostos fechados, tristes, alquebrados, desacreditados, feridos como pássaros perdidos que não deram conta que era chegada a hora de regresso ao ninho, que era a hora da redenção ou então da perdição.

O contrário sucede: do outro lado da rua brota a alegria, irradia a felicidade, anuncia-se a festa, sonha-se o destino, sente-se que se vai cumprir um ideal, caminha-se para a vitória; e em todos os rostos rasga-se um glamoroso sorriso.

E o povo canta. Estranhamente o povo canta. Lindo! Cumpre-se o destino. E ame-se a vitória!

publicado por José Carlos Silva às 15:20 | link do post | comentar