A lei do retorno

 

Sempre admirei a nobreza dos homens e a sua profunda sabedoria e sentido de estar no mundo e de ver para além da efemeridade do óbvio, quando na Vitória são humildes e atingem o patamar da singela glória: fugir à louca e peregrina tentação de Humilhar o perdedor.

Na vida há uma regra única, basilar e mortífera: quem ganha também perde, pode não ser diretamente, mas perderá sempre um dia indiretamente – através de um filho ou de uma filha, de um neto ou de uma neta; e os seus feitos passados ressurgirão: «Este ou esta era filho ou filha, neto ou neta de fulano ou sicrano que em tempos passados pontificou em…»

Daí que tudo que é cometido hoje, contra quem acometem, como e a quem porfiam ou tentam humilhar, mesmo quando a vitória teve um sabor amargo, tal o custo a que foi elevada, tal como Pirro fazia; é certo que não podem olvidar que o futuro se encarregará de lhe pagar de igual forma. É a chamada lei do retorno. É triste, mas tudo se paga nesta vida…Parece. Eu diria: é certo.

publicado por José Carlos Silva às 20:34 | link do post | comentar