Acreditar, é possível.

 

2013, um ano complexo. Cumpriram-se as linhas de voo. Houve momentos que foram de alegria, sobrepondo-se as manchas cinzentas e os dias de negrura.

2013, riu-se das expetativas. Elas foram feitas de dias claros e olhares de sorriso persistente, contudo fugiram no clarão do engano.

2013, resvalou, por razões diversas para o itinerário incompleto e para um sonho que se cumprirá na certeza do riso e da alegria furtados por um momento de desenho incompleto ou obstinadas ideias que este tempo já não aceita.

2013, desenhou-se na promessa de alegria incomensurável furtada por razões alicerçadas em falsas ideias e ideias balizadas em falsos sorrisos, em estratégias fundadas por certezas falseadas, em estratégias solitárias, em estratégias descaminhadas e crucificadas no exato instante do desfalecer do sonho.

2013, solicitou um esforço suplementar: o sonho jamais morre, permanecendo a alma do caminho interrompido, mas existindo um dever, uma vontade e um querer: persistir na conquista do sonho e amar o sorriso que se perdeu, que perdeu o sonho na hora da alegria.

2013, continuou a ser um ano de beleza, de esperança, apesar da incerteza e da continuidade da tentação em descrer. O itinerário fundiu-se em caminhos estreitos, em luzes pardacentas e esperança diluída em fogachos na noite escura.

2013, um caminho desenhado num misto de dor e alegria, doseado por rebeldias e consensos, limitado de sorrisos e solidões. Um traço descontínuo remetendo a esperança para 2014 e para uma condição: acreditar que é possível continuar a sonhar.

publicado por José Carlos Silva às 15:14 | link do post | comentar