Domingo, 16.10.16

A estratégia é essa mesma: fazer campanha à boleia do que é institucional, fazendo uma mistura do que é partidário com o que é institucional.

 
 

O general e a intensa pré-campanha eleitoral de Pedro Machado!

Em Lousada, o PS nunca abandonou a Campanha Eleitoral. Nos últimos 3 anos Pedro Machado, o presidente da Câmara, tem misturado o institucional com uma porfiada pré-campanha eleitoral. Mais: a estratégia é essa mesma: fazer campanha à boleia do que é institucional, fazendo uma mistura do que é partidário com o que é institucional.
A pré-campanha socialista, em Lousada, já dura 3 anos e semana a semana promete mostrar-se mais intensa.
A prova: basta seguir os jornais, as rádios e as redes sociais. O que afirmo é indesmentível.
E quem está por detrás de tal intensiva pré-campanha eleitoral socialista?
- O General. É claro.

publicado por José Carlos Silva às 14:35 | link do post | comentar
Domingo, 02.08.15

A noitada era pequenina, simbólica, mas linda!

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Hoje é dia da minha Padroeira: SANT’ANA

 

Eu esperava pelo primeiro fim-de-semana de agosto como quem espera por Deus. Eu sabia que nesse sábado e domingo acontecia a festa em honra de Sant’ Ana. Para mim era um momento de grande alegria. Eu nasci e vivi em Romariz, um lugar da freguesia de Meinedo, do concelho de Lousada, quase trinta anos. A capela de Sant’ Ana, também conhecida como da Pedra desde o séc. XVIII, dizia-me adeus fixa às suas penedias. Eu gostava de presenciar a colocação das bandeiras: do monte de Santana até à casa da quinta com o mesmo nome. Eu gostava de presenciar a construção do bazar em madeira, onde se acadimavam as prendas que depois iriam ser leiloadas. Eu gostava de presenciar a construção do palco, aonde atuariam o rancho e o conjunto típico. Eu gostava de presenciar a instalação das luzinhas multicores. Era o que mais eu gostava, talvez por serem multicores e me lembrarem o céu.

O mais importante eram os altifalantes. Sem eles não havia festa. Os altifalantes faziam a festa. Difundiam a música e dedicavam discos às pessoas, um facto muito apreciado. E havia os foguetes, sinal de festa e alegria. Sem eles também não havia festa. Por últimos, os tamborileiros, que percorriam a freguesia lembrando a existência da festa.

No sábado lavava-se o rosto ao monte e caminhos de acesso à capela e ornamentava-se tudo com as bandeiras multicolores. Ao fim da tarde começavam a instalar-se as barraquitas de quinquilharia, de comes e bebes e pouco mais.

Adorava ver aquilo tudo.

A noitada era pequenina, simbólica. Um estouro de duas dúzias de foguetes, com lágrimas, à meia-noite e estava tudo acabado. Que lindo! Para mim era tudo um sonho, um mundo encantado!

Contava seis, sete ou oito anos!...

No domingo, de manhã. Era o tempo da missa solene, presidida pelo padre Meireles, que fazia sempre um belo sermão – de fazer chorar a alma mais negra.

Alma lavada, emoções esquecidas, regueifa e uvas compradas, ala que se fazia tarde - o cabrito assado e o arroz no forno estavam à espera. E a meio da tarde, a Procissão Solene. Depois assistia-se ao despique da venda das prendas no bazar. Comprava-se umas cavacas, uns rosquilhos, antes do regresso a casa, mas não se arredava pé dali sem ver o rancho a fechar a festa.

E depois jantava-se sob a frescura da ramada na amenidade das conversas e da algazarra alegre das crianças e tudo se suspendia para olhar o fogo-de-artifício que encerrava as Festas da minha Padroeira, que para mim foram (são) sempre espetaculares e me remetem para um mundo de imensa saudade.

Que tempo tão belo! Que saudade!

publicado por José Carlos Silva às 12:29 | link do post | comentar
Quinta-feira, 27.12.12

Lousada

 
 

Lousada descobre-se todos os dias

Num sorriso de sonho, qual criança

Passeando-se na serena tranquilidade

Das suas avenidas, ruas, travessas,

Vielas e becos; sem pressas, sorvendo

A sua beleza de flor pura.

 

A poesia é o seu halo de sonho, inscrita

Na poeira imaculada do tempo e na memória

Dos homens que a ergueram e por ela se bateram

Sem nunca dizerem: não.

 

Lousada possui o encanto da moça solteira

Que atira com garridice um sorriso feito beijo

Ao jovem distraído que atravessa a praça

E sem mais julga estar em outro lugar

Passando de imediato a um só pensamento:

- Que o Senhor dos Aflitos lhe valha.

 

Lousada inventa-se no olhar de todos os dias

Das suas gentes que se cruzam e falam,

Sonham e lutam, querem e ambicionam

Um caminho a cumprir e uma terra a florir

Como o sorriso breve de uma breve manhã

A nascer.

Lousada é esse dia por vir, é esse sonho

Por cumprir.

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publicado por José Carlos Silva às 22:54 | link do post | comentar

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