Sinais de alerta ou de futuro

Uma das coisas mais belas e singulares na vida de um ser humano é quando o tempo parece sobrar, isto é, o tempo adquire uma elasticidade surpreendente, permitindo toda e qualquer tarefa encaixar-se nesse intervalo padronizado, instituído, da durabilidade do dia: 24 horas.

Surgiu-me esta questão pela relevância aparente de me encontrar na grata situação de «nada fazer» ou dito de forma mais vernácula, de férias, o tal espaço temporal belo e singular em que tudo é possível e em que tudo se encaixa, pois o dia é incomensurável e cumpre todas as solicitações.

Assim sendo, o pensamento voa livremente e na suave pacatez dos dias estrutura o presente ancorando-se nas desditas ou nas alegrias do passado e firma-se no desenho da felicidade premonitória das conquistas do futuro. Inevitável que assim seja.

Há contudo um permanente sinal de alerta apontando para previsíveis riscos de percursos presentes e futuros e cuidando que os sinais de alerta se mantenham como se o futuro ainda não tivesse aportado.

Há também uma luz de aviso intermitente: nada é dado antecipadamente, tudo se joga até ao fim e há grandes penalidades marcadas no último minuto em que o presente termina e se inicia o futuro.

Depois…Bem, depois é preciso tratar bem de tudo e de todos no presente e no futuro. Importante: é preciso que tudo e todos sejam bem tratados no presente e saibam que vão sê-lo igualmente no futuro.

A felicidade é um bem raro e precioso que o ser humano ama e decide a vida em sua função. Para se ser rei é preciso saber fazer feliz os outros. Se alguém o duvidar!

O futuro alicerça-se nesta premissa: garantir a felicidade hoje, garantir o presente num sorriso garantindo o futuro.

E o futuro acontecerá.

publicado por José Carlos Silva às 22:22 | link do post