Quinta-feira, 14.06.12

Dá-me um certo «gozo»

Há uma postura que nunca deve ser professada: cometer erros de palmatória. Ainda mais grave é fazê-lo deliberadamente sem existir um diálogo, uma conversa entre pares.

A mim, dá-me um certo «gozo» presenciar o desenrolar do filme. A maior parte das vezes a fita desenrola-se até ao fim e os respetivos atores, cineastas e produtores sentem-se ufanos e comentam entre si: viste, nem deu fé. Essa pseudo autoconfiança, reforçada pelo meu aparente alheamento, reforça-lhe a ânsia de repetir a façanha, façanha que se torna tão volátil que se repete, por vezes, mais de que uma vez ao dia. E repetem as fitas, os filmes, numa impunidade tal que nem se apercebem da fragilidade da ação e da gargalhada geral que se instala à sua volta. Daí que raramente seja «tentado» a parar a rotativa, imobilizando o filme.

Nestes tempos de crise e austeridade, rir ainda é o melhor dos remédios. E, também, é verdade que continua a ser gratuito. Ainda bem.

publicado por José Carlos Silva às 19:35 | link do post | comentar

BANDA DE LOUSADA: O FUTURO DO PASSADO

MANIFESTO PÚBLICO

A última edição do TVS trouxe para a discussão pública a questão, que parecia sanada, da eventual saída da Banda da estrutura da Associação de Cultura Musical (ACML). E porque nesta sexta-feira, 15 de junho, a assembleia geral vai debater o assunto, impõe-se uma reflexão aprofundada perante o risco de uma decisão da qual nos possamos vir a p...enitenciar e a História a condenar.
A Banda Musical de Lousada não é uma instituição qualquer. Fundada, segundo se crê, em 1855, é uma representação do concelho, um património coletivo, uma figura incontornável da nossa história e uma referência para todos os lousadenses. Portanto, sendo a Banda cultural e historicamente demasiado valiosa, não merecia transformar-se em território de disputas e divergências, apesar da bondade, idealismo e boa fé que possam suportar as posições em confronto.
Mas, chegando a situação a este ponto, é essencial reconhecer que a eventual emancipação constitui uma delapidação de um património valiosíssimo da Associação, uma deslealdade histórica e uma tremenda ingratidão. A ACML ao eventualmente desembaraçar-se da Banda corresponde à AD Lousada alienar o nome da equipa de futebol, ou a Câmara vender o Pelourinho, ou a Misericórdia trespassar o Templo do Senhor dos Aflitos, ou alguém fazer em Novembro uma festividade na Vila com a designação de Festa Grande do Concelho.
A Banda de Música de Lousada é um nome, um símbolo e um monumento que não pode ser atirado a um jogo onde quem ganha é quem tem mais braços no ar. Mas não deixa de ser irónico que a ACML, fundada exatamente para salvar a Banda, em 1975, se veja agora confrontada perante uma investida que pretende fazer o caminho oposto.
Ainda vamos a tempo de decidir com ponderação, sem renegar o passado, nem desvirtuar o futuro. E, porque a nossa Banda deve unir-nos muito mais do que as razões que nos possam separar, lançamos um veemente apelo para, dentro da Associação, serem encontradas as fórmulas de entendimento mais apropriadas, a fim de as diferentes propostas e sensibilidades convergirem para a defesa de uma filarmónica e de uma Associação que tanto têm prestigiado o concelho e o país. A precipitação deve ceder ao bom senso e a razão da força nunca deve sobrepor-se à força da razão.
Subscritores (ordem alfabética):

Agostinho Mendes Taipa
António Pedro Dias de Magalhães (Matias)
Manuel Augusto Sousa Magalhães
Isabel Menezes Pinto
José Diogo Gonçalves Fernandes
José Carlos Bessa Machado
Luís Ângelo Vieira Fernandes
Luís Jaime de Bessa Peixoto Pereira
Rui Luís Teixeira da Mota
publicado por José Carlos Silva às 12:16 | link do post | comentar

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