Quarta-feira, 27.06.12

Deontologia

Código Deontológico

Os jornalistas regem-se por um Código Deontológico que terá sido aprovado a 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores da Carteira Profissional. Que tem os seguintes 10 pontos:

1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.
2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.
3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.
4. O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.
5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.
6. O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.
7. O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.
8. O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.
9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.
10. O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.
publicado por José Carlos Silva às 18:59 | link do post | comentar

Portugal

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publicado por José Carlos Silva às 18:14 | link do post | comentar

Dia de Portugal

publicado por José Carlos Silva às 16:54 | link do post | comentar

Notas de um debate

O debate político é aliciante. É esta dialética que gosto de seguir e de apreciar. Admiro Louçã e a sua assertividade. É necessário alguém como ele que profira as palavras daquela forma, serve de válvula de escape para o povo, tal como gosto de ouvir Jerónimo, mesmo num registo menos burilado mas mais direto e entendível. São discursos necessários que distendem as tensões na sociedade. Há uma outra voz, Heloísa Apolónia, dos Verdes, que pela sua acutilância, suaviza completamente as intranquilidades do povo.

E há ainda António José Seguro – este tenta caminhar para o poder, mesmo tendo o caminho minado – que persiste em encontrar o registo certo, mas não o atingiu. Ainda hoje fugiu ao debate da agenda europeia, tema que se impunha, tentando impor uma outra agenda, mais de âmbito nacional, fato que não abona para a sua credibilidade aos olhos dos portugueses.

António José Seguro tem uma tarefa difícil, reconheça-se. A tarefa é mesmo difícil, todos sabem que arrumar a casa socialista é terrivelmente complicado, principalmente quando o PS se encontra na oposição. Daí que sempre que lhe é lançado o repto do consenso, seja qual for o projeto, António José Seguro vê-se confrontado sempre com o mesmo problema: as diversas famílias socialistas ditam a lei manietando-lhe os movimentos e tolhendo-lhe as decisões.

Assim, não me admira que ao fim de um ano de governo de Passos Coelho, o PS de António José Seguro seja batido nas sondagens e que os portugueses afirmem que não vislumbram alternativa.

publicado por José Carlos Silva às 16:47 | link do post | comentar

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