Quarta-feira, 18.07.12

MEC respondeu hoje ao catastrofismo da Fenprof com a divulgação de medidas para promoção do sucesso e prevenção do abandono

Em resposta ao catastrofismo e números fantasistas da Fenprof sobre desemprego docente, o MEC divulgou esta tarde as medidas a implementar ou a reforçar de imediato:


. Oferta de Percursos curriculares alternativos e Programas Integrados de Educação e Formação (PIEF) adaptados ao perfil e especificidade dos alunos;
. Oferta de um Sistema Modular no Ensino Básico Geral e no Ensino Secundário Geral, para maiores de 16 anos;
. Ofertas educativas alternativas com utilização de recursos próprios ou cedidos por agrupamentos de escolas próximas, nomeadamente no ensino recorrente e de adultos, cursos profissionais e ensino articulado;
. Possibilidade de desdobramento das turmas do ensino profissional na vertente de formação específica/técnica, tendo em conta os recursos disponíveis em cada escola;
. Possibilidade de os docentes de Educação Visual e Tecnológica lecionarem disciplinas no 3º ciclo de escolaridade;
. Possibilidade de docentes das TIC realizarem manutenção do Plano Tecnológico da Educação (PTE) nas escolas através da redução da sua componente letiva;
. Possibilidade de recurso a docentes de determinados grupos de recrutamento para desenvolver atividades de expressão artística.

Medidas que as escolas irão programar de acordo com a afetação de recursos que considerarem adequadas:

. Extensão do calendário escolar para os alunos do 4.º ano de escolaridade com maiores dificuldades, e possibilidade de realização de uma segunda prova final.
. Reforço do apoio ao estudo no 1.º e 2.ºciclos do ensino básico que permita um maior acompanhamento aos alunos (previstos 200 minutos em cada ano de escolaridade do 2.º ciclo);
. Possibilidade de criação de grupos de homogeneidade relativa em disciplinas estruturantes, no ensino básico, que promovam a igualdade de oportunidades através de uma atenção mais dirigida aos alunos;
. Possibilidade de oferta da iniciação à língua inglesa no 1.º ciclo, com ênfase na sua expressão oral;
. Criação de ofertas complementares pela escola, no âmbito da sua autonomia, nas áreas de cidadania, artísticas, culturais e científicas;
. Desenvolvimento do "Desporto Escolar" no 1.º ciclo, com recurso a docentes de educação física do mesmo agrupamento ou pertencentes a agrupamentos próximos;
. Integração de docentes de Inglês, Educação Física e Expressões nas Atividades de Enriquecimento Curricular, nos casos em que as escolas são a entidade promotora;
. Possibilidade de permuta das áreas curriculares de Português e Matemática no 1.º ciclo, por vontade expressa dos docentes;
. Reforço do apoio à gestão das agregações;
. Gestão, apoio e desenvolvimento de atividades nas Bibliotecas Escolares;
. Integração das Equipas multidisciplinares nas escolas, nos termos definidos no Estatuto do Aluno e Ética Escolar.
Medidas a realizar no âmbito da autonomia das escolas, atendendo aos recursos disponíveis:
. Possibilitar a Coadjuvação de docentes de Português e Matemática e na área das Expressões no 1º ciclo, e nas disciplinas estruturantes em qualquer nível de ensino.
. Criar um programa de tutoria de modo a ajudar os alunos a superar as dificuldades de aprendizagem, a integração no espaço escolar e na sala de aula;
. Realizar atividades de compensação ou de apoio pedagógico acrescido para a melhoria da aprendizagem ou reposição de horas letivas perdidas por razões não imputadas ao aluno (doença, desporto federado etc.);
. Oferecer o aprofundamento da língua portuguesa através de atividades que facilitem a integração dos alunos oriundos de países estrangeiros e dos nacionais com dificuldades na leitura, compreensão e interpretação de textos;
. Proporcionar estudo orientado para apoiar o aluno no desenvolvimento de métodos de trabalho, de estudo, de pesquisa, análise, tratamento e interpretação da informação recolhida e de organização do tempo escolar e de estudo;
. Realizar orientação escolar para os alunos do 8.º e 9.º ano de escolaridade, com vista à melhor identificação da área de estudos a seguir no ensino secundário;

 

profblog

publicado por José Carlos Silva às 16:30 | link do post | comentar

Dois professores por sala no 1º CEB?

O MEC quer o fim da monodocência no 1º CEB, algo que a Lei de Bases do Sistema Educativo prevê com a figura do professor coadjuvante.


A medida é justificada com o combate ao insucesso escolar nas disciplinas estruturantes: matemática e português.


E a medida vai ser concretizada com o envolvimento dos professores de matemática, português e artes que ficarem com horário zero.

De momento, os números lançados para o ar com previsões sobre horário zero não têm rigor. Até ao final da primeira semana de agosto, estão em formação milhares de turmas. Uma parte, ainda por determinar, dos professores dos quadros obrigados a concorrer a DACL serão "repescados" em agosto. Os que se mantiverem na situação de horário zero serão pressionados a aceitar tarefas de coadjuvação no 1º CEB.

Fenprof, blogues corporativos e comentadores (veja-se o caso de Santana Castilho na crónica do Público de hoje) engrossaram a onda de indignação face ao modo como o MEC trata o dossier "professores dos quadros sem componente letiva". Não me parece que haja razões para tal. Afinal, o MEC tem mantido a promessa de que nenhum professor dos quadros será despedido e nenhum deixará de ser envolvido em tarefas de promoção do sucesso educativo e de prevenção do abandono escolar. Havia razões para a indignação caso o MEC desaproveitasse os conhecimentos e as competências dos professores dos quadros sem atribuição de componente letiva. É bom lembrar que o país está a um passo da bancarrota e não fosse a assistência financeira da troika estaria sem liquidez para pagar os salários dos funcionários públicos. A situação é de emergência nacional mas há ainda quem julgue que vivemos tempos normais.
publicado por José Carlos Silva às 16:28 | link do post | comentar

Sonhador...Sonhador...Sonhador...

Maioria da população quer um novo Governo, diz Mário Soares

Ao fim de um ano de mandato, este governo é uma decepção, "não valoriza as pessoas, nem os princípios, nem os valores", diz o ex-Presidente da República e fundador do PS. Mários Soares considerou também ser "inaceitável" a 'licenciatura relâmpago' de Miguel Relvas.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt#ixzz20zCL9jUg

publicado por José Carlos Silva às 15:52 | link do post | comentar

Boa tarde

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publicado por José Carlos Silva às 14:35 | link do post | comentar

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