Sábado, 27.10.12

Comprometimento: a essência do futuro

O primeiro-ministro chama-lhe «Reforma do Estado que constituirá uma refundação do memorando de entendimento» exigindo o comprometimento do partido socialista (PS).Assim, para Passos Coelho, a redução da despesa através da reorganização das estruturas e funções do Estado será «uma transformação para melhor e não uma compressão ou redução daquilo que existia até agora», feita «em nome do interesse comum de todos os portugueses». E daí a pertinência do comprometimento do PS.

Pedro Passos Coelho colocou – nesta tirada política – a arte e o saber que um estadista e um governante que preza o bem do seu país, chamando à responsabilidade o partido socialista e desafiando-o a assumir o seu verdadeiro papel na extrema gravidade que o país atravessa e que o próprio PS não pode alhear-se.

As circunstâncias atuais não são de sacudir a água do capote ou de tentar fugir por entre os esparsos pingos da chuva. As culpas cabem a todos aqueles que dividiram o poder desde 1976, para não recuar a abril de 1974. Assobiar ou passar ao lado é falhar o destino.

Passos Coelho desafiou o PS. Um passo importantíssimo foi dado. Contudo é preciso mais.

É preciso envolver todas as eminências pardas desse PS. Ouvi-las e «amarrar» o seu sentimento pátrio à iminência de perda do povo e ao seu desespero, para que entendam de uma vez por todas que a politiquice não garante o futuro ao povo e ao país.

É preciso envolver os ex-presidentes da república e ex-primeiro-ministros, conselheiros de estado, parceiros sociais e deixar a rua deserta à esquerda pura e dura. Cavaco Silva tem um papel relevante em tudo. A ele a palavra.

Este é o tempo das famílias do arco do poder acordarem para uma realidade: o país vive um momento irrepetível e único. Não vai acontecer a nova descoberta de um Novo Mundo, como em 1500 ou uma inundação de ouro como na segunda metade do século dezoito.

O que pode suceder é o fim da terceira república e o seu desenho, a divisão dos seus poderes e a destruição dos seus milenares equilíbrios. Porque esta república é uma «continuidade aparente» da monarquia.

Ou há responsabilidade e comprometimento ou o poder pode cair na rua. E quando isso sucede…

publicado por José Carlos Silva às 22:16 | link do post | comentar

Escritaria homenageia António Lobo Antunes.

Obra do autor contamina a cidade este fim-de-semana
Escritaria homenageia António Lobo Antunes
A cidade de Penafiel ganha, esta sexta-feira,
sábado e domingo, nova vida. Se for pelas ruas
 e tropeçar num post-it, numa crónica, vir uma
montra diferente ou uma estante no meio da
 rua não estranhe. O Escritaria, que segundo
a autarquia de Penafiel é o maior festival literário
 em torno de um escritor de língua portuguesa vivo,
 regressa este fim-de-semana, desta vez para
 homenagear António Lobo Antunes.
 
Verdadeiro olhar
publicado por José Carlos Silva às 19:03 | link do post | comentar

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