10 de junho

 

 

 

Todas as datas históricas ou comemorativas encerram em si mesmo um significado muito próprio, guardam uma mensagem que tem de ser transmitida a cada ano que passa. São, por outro lado, dias marcantes no universo nacional e pontos diferentes no calendário: feriados.

 

Nestes dias – feriados – há uma grande franja da população que alheia da oportunidade para a escapadela à praia, ao museu, ao passeio com a família ou ao puro remanso em casa. Poucos são aqueles que ainda vivem a essência da ocasião, da festividade, do momento histórico e da sua importância.

 

A escola não está formatada para valorar a importância de um passado que é o nosso, de um património que somos todos, de uma memória que representa a nossa identidade. A partir dessa realidade tudo se dilui na efemeridade do quotidiano e no cinzentismo ilusório da ignorância de um saber insano e recheado de múltiplas imperfeições.

 

Ainda hoje festejamos Camões, Portugal e as Comunidades Portuguesas. Comemoramos o 10 de junho, o Dia de Camões. Para a grande maioria Camões não passa de algo difuso e distante, nada comparável a um Cristiano Ronaldo, a um Rui Costa, a um Paulo Futre ou a um Figo. Salazar talvez seja mais badalado do que Camões. Ou talvez José Sócrates mereça mais honras que o poeta dos Lusíadas.

 

Daí que comemorar Camões e a Portugalidade seja um eminente serviço e uma premente necessidade como muito bem cantou o poeta, mas também é bem verdade que é uma evidência tornar o modelo mais inovador e envolver o país nestas comemorações.

 

publicado por José Carlos Silva às 00:05 | link do post