“Leonel Vieira é acima de tudo o candidato da juventude lousadense”

Joaquim-Bessa

Joaquim Bessa, lider da JSD Lousada, uma das maiores estruturas de juventude do país, com mais de 1300 jovens no seu quadro, revelou ao TVS que urge promover em Lousada a criação e implementação de uma verdadeira política de juventude com visão estratégica, bem estruturada, com objetivos bem delineados.
Lamenta ainda que tenham de ser os jovens desta geração e das gerações futuras a pagar os erros de quem não teve a destreza de bem governar e aponta a falta de bons exemplos na vida política, como sendo um dos fatores que mais contribuiu para o afastamento e a abstenção dos cidadãos e dos jovens.
Quanto às autárquicas de 2013, e ao nome Pedro Machado, atual vice-presidente da câmara de Lousada, apontado como sendo um dos possíveis candidatos pelo PS à autarquia, afirma que este representa um mero prolongamento, uma mera imitação de alguém que é presidente de câmara há mais de 20 anos.

TVS: A que é que se deve o facto de a JSD/Lousada ser a estrutura de juventude mais ativa e mais dinâmica do concelho e de toda a Região do Vale do Sousa e mesmo do país?
Joaquim Bessa: A estrutura concelhia da JSD/Lousada conta hoje, nos seus quadros com mais de 1300 jovens. Acredito que este crescimento e a adesão massiva dos jovens lousadenses a esta estrutura se deve a toda uma geração de jovens dirigentes que muito tem feito em prol do concelho e à vontade implícita que os jovens da nossa terra têm em mudar!
A vontade que os jovens têm em poder ter acesso a toda uma igualdade de oportunidades. Acesso a um paradigma político que promova e incentive o empreendedorismo e a criatividade jovem. Um jovem lousadense tem o direito de ter as mesmas oportunidades de um jovem de qualquer parte mais desenvolvida do país onde esse tipo de apoio é uma realidade bem mais presente. São estas as grandes causas dos jovens lousadenses. É isto que a minha e a nossa geração reclamam, que exige e exigirá de qualquer executivo que governe os destinos da nossa autarquia.


“Se um jovem desempregado tiver oportunidade de emigrar (com a oferta de uma boa proposta), isso é preferível do que permanecer cá desempregado”


TVS: Que análise faz da política municipal para a juventude e do trabalho desenvolvido pelo Conselho Consultivo da Juventude de Lousada?
JB: Como referi na questão anterior, urge em Lousada a criação e implementação de uma verdadeira política de juventude com visão estratégica, bem estruturada, com objetivos bem delineados. Temos que saber de onde viemos, é um facto, mas temos sobretudo de saber para onde queremos ir. Não podemos continuar a implementar/executar meras medidas casuísticas, temos que definir muito bem que tipo de concelho queremos no futuro e apoiar os nossos jovens no sentido da criação desse mesmo futuro. Por exemplo, se queremos que Lousada seja uma referência no âmbito desportivo, pois bem, apostemos no desporto (que refiro a título de exemplo) mas façamo-lo de forma descentralizada, "aberta a todos" pelas 25 freguesias, com a colaboração de todas as associações recreativas, desportivas e culturais, que tanto têm feito ao longo de muitos anos em prol de Lousada.
A política de juventude tem que ser integradora e inclusiva e não exclusiva de uma elite do centro da vila de Lousada.
Como disse na questão anterior, pergunto, para quando uma incubadora de empresas em Lousada? A autarquia pode e deve criar um balcão de apoio aos jovens que queiram criar a sua própria empresa, com meios técnicos adequados, informações, apoio institucional.
Em relação ao conselho consultivo de juventude, sem querer ofender as associações e os jovens que lá estão representados, a verdade é que esta não passa de uma mera miragem, mais uma vez questiono, que tomadas de posição deste órgão são publicamente conhecidas? Em que medida este contribui para a melhoria das condições de vida/ oportunidade dos jovens lousadenses? Mais, pergunto-me ainda, quando foi a última vez que reuniu?

TVS: Defende a constituição de Conselho Municipal da Juventude em Lousada?
JB: Claro que sim. Uma das coisas que, genericamente os mais "antigos Políticos" e a sociedade em geral se queixam é precisamente da falta de participação cívica e política dos cidadãos e em particular dos jovens. Como já referi, urge a criação de uma estratégia concertada e inclusiva no que concerne a política de juventude. O município tem a obrigação de dar o exemplo, a obrigação de chamar à vida pública os jovens e não pode ter receio das suas opiniões/ posições, deve sim pelo contrário, construir com eles e não somente para eles. Se somos a geração mais bem preparada de sempre, como nos intitulam no país, se somos nós que vamos ter que pagar uma fatura que não ajudamos a criar, então não tenham medo de nos chamar à decisão na vida pública!

TVS: Como é que justifica o fato dos jovens portugueses estarem entre aqueles que registam mais tardios processos de autonomização, abandonando o seu agregado familiar tardiamente?
JB: Como nós efetivamente sabemos, os jovens portugueses estão no grupo dos jovens europeus que mais tardiamente saem de casa dos pais e se emancipam. Como a JSD no seu todo há muito diz, vivemos hoje uma difícil situação em que tentamos correr na vida, mas infelizmente temos tentado fazê-lo com o peso de uma dívida às costas que não criamos.
A classe política em Portugal falhou redondamente nos últimos 15 ou 20 anos no nosso país e isso hipotecou quase que irremediavelmente o nosso futuro, a nossa autonomia. Cabe-nos a nós participar, mostrar a todos que, através do esforço e dedicação de todos ainda é possível inverter este estado de coisas.


TVS: Como encara o desemprego jovem?
JB: Encaro-o como o maior flagelo que atinge o nosso país e a nossa geração. Algo que tem de ser "estruturalmente contrariado e invertido".

TVS: Acha que o Governo tem uma estratégia vocacionada para o combate ao desemprego e à precariedade laboral entre os jovens?
JB: Sabemos que esta é uma das maiores preocupações do nosso governo. Sabemos ainda que, através de uma comissão interministerial criada especificamente para o efeito (para a qual aliás a JSD contribuiu com a apresentação de um pacote de 35 medidas), o governo esta a ultimar um verdadeiro plano de resgate do futuro da nossa geração, nomeadamente através da criação de emprego jovem. Agora, temos todos que perceber, que não se corrige em apenas um ano ou dois aquilo que foi destruído ao longo dos últimos 15 ou 20 anos.

 

“A classe política falhou redondamente nos últimos 15 ou 20 anos”

 

TVS: Como é que interpreta as declarações de Pedro Passos Coelho quando incentivou os jovens desempregados a sair do país?
JB: Obviamente e preferencialmente, gostaria que todos pudessem cá ficar e aqui desenvolver a sua atividade profissional, mas também entendo que se um jovem desempregado tiver oportunidade de emigrar (com a oferta de uma boa proposta), isso é preferível do que cá permanecer desempregado. Como já o disse, a nossa situação é difícil, mas eu prefiro ver "o copo meio cheio e não meio vazio". Se um jovem tiver a oportunidade de ir para o estrangeiro e aí ter novas experiencias, novos conhecimentos para que depois possa cá aplicar mais tarde, por que não?
Em suma, e não particularizando nenhuma classe profissional, acho que todos os jovens ambiciosos preferem um discurso realista e verdadeiro do que mais "falsas promessas". Este discurso é exemplo dessa mesma conduta de verdade que caracteriza o nosso governo.

TVS: Não considera que estas declarações podem provocar uma "fuga de cérebros" e de mão-de-obra qualificada?
JB: É obviamente um perigo, melhor, um risco a correr, mas como já referi, isto tem que ser visto como oportunidade e não como adversidade ou fatalidade. Esta pode ser perfeitamente a janela de oportunidade a curto prazo que muitos jovens podem ter para se evidenciarem e até especializarem em determinadas matérias ou áreas.

TVS: Como é que encara o fato de cada vez mais jovens estarem a suspender ou a abandonar o ensino superior?
JB: É um dano colateral (que de menor nada tem) da situação económica e financeira que o país vive, provocado pelo desgoverno pseudo-social socialista das últimas décadas.
Lamento que tenham de ser os jovens desta geração e das gerações futuras a pagar os erros de quem não teve a destreza de bem governar.

 

“Pedro Machado representa um mero prolongamento, uma mera imitação de alguém que é presidente de câmara há mais de 20 anos”

TVS: Os partidos são, cada vez mais, uma amálgama de interesses pouco transparentes que colidem com os valores e os ideais do sistema democrático?
JB: Não, não considero. Os partidos são essenciais no nosso sistema democrático. Estes são, no fundo um grupo organizado de pessoas que, voluntariosamente e não remuneradas partilham de um fundo ideológico e estratégico. Óbvia e infelizmente, como em qualquer organização coletiva, há boas e más pessoas, boas e más condutas. Mas não podemos crucificar um todo por alguns maus exemplos. A grande diferença entre uma organização política e uma qualquer outra organização é que, se numa associação ou empresa uma pessoa rouba, ele é um ladrão. Se na atividade política alguém rouba, a sociedade considera-se injustiçada e automaticamente todos que integram esse partido são ladrões.

TVS: As jotas são um veículo para muitos jovens catapultarem-se a um lugar de topo na política?
JB: Se reparar a percentagem de jovens que, através da JSD ou de qualquer outra estrutura jovem partidária atinge esse "topo" de que fala é muito reduzida e quando isso acontece já deram muito de si próprios, já abdicaram de muitas outras coisas em prol da vida pública. Nem sequer tenho a certeza, sob o ponto de vista do ganho pessoal, que o trade-off seja efetivamente justo. Aqueles que lá chegam, da JSD ou não, é porque muito trabalharam com os seus pares para tal, e o partido e a sociedade lhe reconheceram a devida competência e capacidade para também eles tentarem fazer a diferença.


TVS: Há quem pense que as estruturas de juventude (as jotas) são apenas meros instrumentos nas mãos dos partidos políticos. Partilha da mesma ideia?
JB: As estruturas políticas de juventude são autónomas, mas não independentes ideologicamente e financeiramente dos partidos. Partilhamos (JSD) do mesmo fundo ideológico e estrutural do PSD. Mas como muitas vezes referimos, somos e temos que ser sempre a voz construtiva dos jovens dentro do partido e não a voz do partido junto dos jovens. O PSD acima de tudo e qualquer outra coisa caracteriza-se pela liberdade e pela troca de ideias. É este o seu código genético, é nisto que acreditamos.

TVS: Leonel Vieira tem condições para ser candidato à câmara?
JB: Considero que Leonel Vieira tem todas as condições para ser um ótimo presidente de câmara. É o candidato apoiado pelo PSD, pelo CDS-PP, é o candidato da JSD! Mas Leonel Vieira é acima de tudo o candidato da juventude lousadense. É alguém que governa pelas e com as pessoas e não por Lógicas meramente partidárias. É o candidato de Lousada e para Lousada. É alguém que representa tudo aquilo em que acredito e acreditamos. Leonel Vieira representa a renovação o "fazer diferente", o espírito humildemente convicto do trabalho em torno de causas nobres. É alguém preparado, capaz e que certamente levará Lousada a um novo paradigma de desenvolvimento. Acreditamos na renovação, no trabalho, numa nova atitude. Acredito e acreditamos em Leonel Vieira.

TVS: E quanto a Pedro Machado?
JB: Ao contrário, Pedro Machado representa um mero prolongamento, uma mera imitação de alguém que é presidente de câmara há mais de 20 anos. Não duvidamos das suas boas intenções enquanto pessoa, mas a verdade é que para além de este ser familiar do atual presidente, não lhe conhecemos nada concreto, não lhe conhecemos nem reconhecemos provas dadas na vida política e publica. Como referi, com todo o respeito que este me merece enquanto pessoa, mas acima de tudo com a frontalidade que os jovens lousadenses esperam de mim, o vereador (e também funcionário efetivo da CML) Pedro Machado a única coisa que fez para ser vereador e candidato à câmara foi ser cunhado do atual presidente. Acreditamos na renovação, acredito numa nova atitude. Acredito que, o Dr. Pedro Machado, reafirmo com todo o respeito que me merece, não reúne condições para liderar o município.

 

Autor: Miguel Ângelo
publicado por José Carlos Silva às 13:32 | link do post